terça-feira, 26 de julho de 2011

A Carga do Deus

Por Doreen Valiente,
Véspera Samhaim, 1997.
Ouça as palavras do Velho Cornífero
que é sempre jovem....
Eu sou aquele que abre as portas da vida e da morte,
os portais da aurora e os portais da noite.
Eu sou Kernunnos e Silvanus e Pan,
e a música da minha flauta está no ar
nas verdes florestas e nas colinas de verão.
Minha voz está no vento da meia-noite
e abaixo das estrelas ela pronuncia as palavras de magia
em línguas ancestrais, esquecidas ou desconhecidas.
Eu inspiro o pânico, o medo e o desejo passional.
E apesar de eu mostrar a face de um crânio,
não haveria a manifestação da vida sem mim,
pois sem morte não pode haver renascimento.
A vida deve sempre subir em espirais, não pode parar.
Nós não podemos conhecer a luz sem as sombras,
nem as sombras sem a vida.
Portanto, não me tema , sob nenhum aspecto que você me veja:
a força e poder da masculinidade ou aquele que traz paz na morte.
Eu sou Lúcifer, o que traz a luz, e Amoun, o Escondido,
que usava os chifres espirais do carneiro na antiga Khem.
Eu sou o Deus de pés de bode dos bosques iluminados pelo som da Tessália,
a presença que era sentida na escuridão das cavernas sagradas
e na pedra fixa sobre a urze.
Eu sou o poder arrebatador da Vida
e aquele que traz a luz: mas sem Amor
eu não posso criar nada que perdure.
Então eu preciso da Deusa, assim como ela precisa de mim,
e no Grande Casamento Sagrado, o Êxtase Cósmico,
nós somos um.
Então, cultue a minha selvageria, conheça-me e regozije-se comigo,
irmãos e irmãs da Arte Mágica,
bruxas e bruxos, pagãos e bárbaros.
Pois eu trago o poder e a liberação,
liberdade de espírito que é verdadeira e eterna,
que ninguém pode negar a você
eternamente.




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