domingo, 22 de setembro de 2013

Por que Meditar?



A meditação é um ato de observação da própria mente em seus movimentos internos, não está necessariamente relacionada a concentração porém tanto a meditação, quanto a concentração são partes complementares para o real funcionamento desta prática.
Trata-se de um momento de reflexão, a palavra meditação em sânscrito corresponde a Dhyāna que significa “pensar ou refletir” . A arte de auto-observar revela o quanto ainda nos tornamos escravos da própria mente utilizando-a de maneira agressiva à existência, seja pelo excesso de futuro - Ansiedade e Expectativa - Ou até pelo excesso do passado, processo de enraizamento de mágoas e frustrações...
A contemplação dos movimentos mentais, instintivamente nos levará ao silêncio, o que não está relacionado com o famoso " Silencie a mente" ; A ação de assumir o silêncio interior, é um processo demorado que requer entrega e prática, criar um silêncio imediato, força uma situação não-verdadeira de contemplação, inicie liberando a mente, e não silenciando-a. Não agir diante das manifestações dos pensamentos e somente observá-las é capaz de trazer entendimento e liberação de processos que muitas vezes possam passar desapercebidos, o que tornará a meditação muito mais funcional do que a busca objetiva em silenciar a mente

Diante das grandes metrópoles, a prática da meditação pode parece algo intangível , para quem serve à uma rotina acelerada e limitadora imposta pelo capitalismo, falar em meditação pode ser algo utópico ou até mesmo desnecessário, porém os benefícios ocasionado por esta prática estendem-se do aumento do sistema imunológico, a liberação do estresse, até a liberação de endorfinas.
A pratica meditativa reduz a aceleração do corpo, diminui a frequência cardíaca e melhora a irrigação cerebral aumentando assim a coerência e a sincronia, o que inevitavelmente origina um processo de relaxamento físico.
Em uma sociedade ocidental cerceada pelo Dever, que nos induz a busca incansável da satisfação e a fuga desesperada da dor, ou qualquer tipo de sofrimento que possa surgir meio a jornada da existência, o ato contemplativo surge como instrumento de assistir a si mesmo, trazendo consciência a ações rotineiras, elucidando luz e sombra à caminho de um iluminação!
Os locais apropriados auxiliam no desligamento mental, e emitem sinais a mente subconsciente que o momento é de relaxar, porém a auto-obervação por si só, se exercida durante um espaço de tempo levará a ampliação natural da consciência, aflorando entendimento.
Logo, vamos meditar!


Moara Steinke

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